terça-feira, 30 de outubro de 2012

Canção do amanhecer...


Mesmo quando o céu escurecer,
Eu vou buscar as estrelas e te trazer,
Um lindo sorriso pra iluminar
Esse seu rosto lindo, seu olhar.

Eu não vou te abandonar jamais,
E isso porque eu te amo demais,
Demais ao ponto de não poder viver
Um minuto sem você, é quase morrer.

Nós dois podemos ser felizes, só basta crer,
Eu e você unidos, juntos, em cada amanhecer.

Só eu transformo a tua dor em prazer,
E te prometo que assim sempre vai ser.
Me deixa sentir seu corpo quente, cheiroso,
Te falar palavras de amor, ser carinhoso.

Deixa tudo pra traz, me dê à mão,
Eu quero ser teu, te dar meu coração.
O passado de dor acabou, vem sem medo,
Eu vou te amar como ninguém, sem segredo.

Nós dois podemos ser felizes, só basta crer,
Eu e você unidos, juntos, em cada amanhecer.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Os erros dos outros.





Sim, é realmente muito fácil apontar os erros dos outros. Temos uma facilidade, uma agilidade indescritível em reconhecer o que o outro fez que, além de não nos agradar, julgamos rapidamente como errado; sem avaliar que nosso conceito de certo ou errado é – 99% das vezes - diferente do outro, já que não tivemos a mesma criação, não recebemos a mesma educação, mesma cultura, e principalmente possuímos caráter e personalidades diferentes. Não fomos moldados tal cubos de gelo, todos iguais na grande maioria, não. Somos feitos das diferenças, e são elas que nos enriquecem e nos tornam únicos.
Principalmente no trabalho isso é fácil de reconhecer. Quantas vezes nos pegamos criticando ações e reações de colegas, dizendo nos café e intervalos – ou mesmo durante o trabalho – que “aquilo” poderia ser feito diferente. Que aquela reação foi demasiada desproporcional ao fato, que ele não tinha o direito, que ela não deveria ter falado, que o patrão não é um bom líder, et cetera.
O que me faz refletir sobre o assunto? Primeiro porque me coloco no meio do balaio, e assumo que muitas vezes sou eu o primeiro a apontar, criticar e julgar. Trabalho em um ambiente feminino, cercado de mulheres e comissões, ou seja, a fofoca é certa. Creio também que na maioria das vezes a crueldade não é o principal fator que nos move, somos mesmo engolidos pela ânsia de sermos melhores, pela competitividade, até nas pequenas coisas, pela inveja. Queremos, na grande maioria das vezes, chamarmos a atenção para a ilusão de que nós sim somos ideais, “perfeitos”, e iremos com certeza, se tivermos oportunidade, fazer “isso” melhor do que “aquilo” que o outro fez.
O segundo motivo, o inspirador, foram as fotos desta postagem que recolhi no Facebook. Eu concordo, o trânsito de Assis está complicado, em postagens anteriores já falei sobre os semáforos e as primeiras mudanças. Mas acredito que isto seja somente uma fase, e que em breve veremos melhorias. Mas o que me fez refletir foi o seguinte: o trabalhador que foi responsável pelas instalações das placas (das fotos) não tinha o direito de errar?
Todos nós temos o direito de liberdade de expressão, e não tiro – quem sou eu pra isso – o direito de quem tirou e postou a foto. Acredito ainda que a principal ação que moveu meu amigo a tirar essa foto – sim, foi meu amigo quem tirou uma das fotos, e falo porque o conheço – foi na intenção de fazer piada com as coisas que realmente parecem acontecer só em Assis. E assim é, que a legenda da foto original é “Coisas que só acontecem em Assis”.
O que me deixou incomodado foram alguns comentários maldosos, de pessoas que compartilharam as fotos, cheias de prepotência e falta de respeito.

 Vergonha alheia com esse bando de incompetentes...”
“É O FIM DO MUNDO”
“Assis não é ruim, a má administração é q acaba com ela!”
“BARBARIDADE!”
“Assis terra da competencia”
“Pode ter serteza assis continuara sem direção”
“Meu Deus!!! Inacreditavel!”
“É a blz de transito e a coordenação de direção é melhor ainda”
“TERRA DO NUNCA [...] Isso, na verdade, é pouco perto do que encontramos por lá.”
“Essa porra é perto da minha casa...”
“Engenheiro de trânsito daí deve ser uma assumidade em estragar o que tá certo”
“Lamentável”

Lamentável mesmo são os erros de ortografia. Ou serão apenas erros de digitação?
Qualquer mudança é caótica se não estivermos prontos e abertos para ela, e aí as coisas ficarão piores do que realmente parecem ser. Mudar é transformar, é alterar, é sair do comodismo e partir para a ação. As mudanças, mesmo que exteriores refletem em nosso interior, consciente ou inconscientemente. No caso de mudanças no trânsito precisamos realmente usar mais o cérebro, afinal, para chegarmos ao destino desejado, não iremos mais percorrer o mesmo caminho, isso gera – ou pelo menos deveria gerar – cautela, raciocínio e atenção. No caso da foto, sim, as placas podem gerar confusão, mas... O trabalhador “Sr. Colocador de Placas” não tem o direito de errar!?
Antes de encerrar gostaria de deixar aqui minhas desculpas ao meu amigo fotógrafo, não quero lhe causar nenhum desagrado, entendo perfeitamente seus motivos, e por lhe conhecer, sei que tudo não passou de uma brincadeira com o tão comentado “trânsito de Assis”, talvez se não fosse você, pudesse ser eu o autor da foto. Não critico a sua ação, critico os comentários maldosos de pessoas – acredito eu – perfeitas.
Para mim, “o fim do mundo” vai muito além de um Sr. instalar uma placa nova e esquecer de tirar a antiga, mesmo que esteja uma ao lado da outra.

Consideração final: Sim, mesmo não sendo fácil e agradável, eu aceito críticas, desde que elas não me ofendam.


sexta-feira, 17 de agosto de 2012

DDD - Dicas do Divã...

Que tal dicas para deixar esta sexta feira quente e seca cheia de vida, alegria e cultura? ;)
L i v r o

A Mulher que Escreveu a Bíblia”, de Moacyr Scliar.
Já imaginou se isso fosse realmente verdade? É assim que Scliar “brinca” com essa “louca” (ou não) possibilidade. O livro foge dos padrões normais e conservadores – característica própria do autor – e fala, sem pudor algum, sobre a aventura da protagonista anônima que casa-se com o Rei Salomão.
O romance se baseia a partir de um detalhe não tão pequeno e muito notório: a feiura excessiva da protagonista, que descobre por meio de terapia de vidas passadas que foi filha de um pastor de cabras do deserto, e por ser a primogênita, torna-se uma das setecentas esposas de Salomão. Como é a única alfabetizada, recebe do marido a responsabilidade de escrever um livro que perpetue a história do “nosso povo”.
A linguagem, ora escrachada, ora formal, faz o enredo tornar-se engraçado e atraente, afinal, se já não estava fácil para ela ser feia nesta vida, imagina ser feia também na vida passada; e ter a triste sina de perder a virgindade com uma pedra, no fundo de uma caverna escura.
O livro aborda, com humor irreverente, questões e “problemas” que eu ou você já nos deparamos ao longo do caminho... Beleza (ou a imensa falta dela), solidão, independência, sexo (ou a imensa falta dele), família, casamento, traição e exclusão. De forma leve e com a imaginação solta, passeia pelo sagrado e o profano, sem assustar até mesmo a mais beata da paróquia (e se caso ela se assustar, ai tem!).
(Meus agradecimentos à Cláudia Pimentel, dona deste delicioso livro, que permitiu um dia que o mesmo saísse da sua estante para um longo passeio. E também à Luciana Campana e Rafaela Paludetto, que de um jeito meio torto e certeiro, fizeram com que o livro viesse parar em minhas mãos. Obrigado amigas!)

A Mulher que Escreveu a Bíblia
Autor: Scliar, Moacyr
Editora: Cia. das Letras
Ano: 1999
Número de Paginas: 216


M ú s i c a

Marisa Monte. Álbum:O que você quer saber de verdade
Sim, ela é capaz de se reinventar em arranjos, melodias e em letras profundas, que nos aproximam da realidade sem deixar de lado toda poesia dos assuntos abordados neste novo Cd.
Faixas como “Ainda Bem” e “Depois” você com certeza já deve ter ouvido, e arrisco dizer, se encantado; ainda mais se teve a oportunidade de assistir ao clipe em preto e branco de “Ainda Bem”, onde ela dança com o lutador Anderson Silva. A letra da música por si só bastaria, mas não, a junção de som e imagem, neste caso, foi fundamentalmente perfeita.
Fico impressionado com o sucesso sempre contínuo de Marisa Monte, mesmo sem o apelo da mídia e a presença em programas de auditórios, ela se mantém no auge.
Fora as duas músicas citadas, todo o álbum vale a pena ser degustado. Experimente começando por “Aquela velha canção”, “Hoje eu não saio não” e “O que você quer saber de verdade”.

“Confesso que fiquei magoado, eu fiquei zangado,
Mas agora passou, esqueci
Eu não vou te mandar pro inferno porque eu não quero
E porque fica muito longe daqui...”
[Aquela velha canção]


 “Faça sua dor dançar...”
[O que você quer saber de verdade]

Aproveitem! Tanto um quanto o outro valem (e muito) nosso precioso tempo. Nada melhor na correria em que vivemos, parar e prestigiar um bom livro e uma boa música.
Bom final de semana!

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Seu coração junto a mim...


Tenho medo da solidão.
Medo do escuro do teu olhar,
E quem sabe um dia não mais...

Quero seu coração junto a mim.
Minha alma colada à tua, e assim,
E só assim, contemplar a felicidade inatingível.

Quando eu fechar os olhos
Preciso da segurança do seu toque,
Sentir suas mãos sobre meu corpo quente.

Venha, acredite em mim,
Há amor em minhas palavras e
Verdade em meus sentimentos.

Venha, acredite em mim,
Você foi o sonho mais lindo que já vivi,
E assim é e foi por ser simplesmente... você!

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Gripe (mascarada de descaso) mata!


É engraçado como temos uma falsa segurança de que “isso nunca vai acontecer comigo”. Eu mesmo sou assim. Acidentes graves ou doenças que são faladas em Jornais ou demais meios de comunicação, raramente vão chegar até mim. Mesmo tendo amigas que trabalham na saúde e alertam do perigo; mesmo sendo bem “medroso” (e isso só minhas irmãs vão entender) teimo em acreditar nisso ou naquilo. O que acabo de descobrir ser um GRANDE ERRO!
Estou um pouco chocado. Acabo de voltar do velório de uma amiga muito querida: Iza (Marilza Orácio), que até onde sei, é a quarta vítima aqui em Assis da Influenza A H1N1 (comumente conhecida como Gripe Suína).
Nós nos conhecemos quando trabalhamos juntos na OAB, em 2004, e desde então, mesmo com pouco contato nos últimos anos, ainda nutrimos um carinho enorme um pelo outro. Esse carinho é resultado de uma época em que ela me ajudou muito, cuidando de mim e da minha casa como se fosse um filho (foi quando fui morar sozinho pela primeira vez).
Confesso que nunca procurei saber sobre os sintomas e estragos dessa “Gripe”. Em conversa com uma das filhas da Isa, ela contou que a doença vai tomando conta dos órgãos... Afetou primeiro pulmão, depois os rins (o que resultou em inúmeras sessões de hemodiálise) e por fim o coração, que não agüentou um ataque cardíaco. Ela foi internada com fortes dores na cabeça, febre alta e tosse carregada. Desde a internação até hoje, foram apenas 16 dias, ou seja, gripe é apenas apelido, este vírus é devastador!
Também fiquei sabendo que em algumas “UBS’s” estão sobrando vacinas e em outras somente com atestado médico, para “grupos de risco”. Mas por que, se já é considerado epidemia (ou até mesmo pandemia) a vacina não é disponível e obrigatória a todos? Ah sim, porque temos que construir estádios e ginásios para a Copa do Mundo, tinha me esquecido. Também porque temos que colocar dinheiro na cueca de uns e no bolso de outros. Porque temos que pagar “ajuda de custo” para políticos que ganham até 15º salário. Porque temos que superfaturar uma reforma aqui, outra ali, et cetera.
Vá em paz querida Iza, tenho fé em Deus que você já está no céu, pois foi uma pessoa boa com todos que cruzaram seu caminho... uma boa mulher, boa esposa, ótima mãe, avó e amiga! Rezo pela sua alma e pelos seus que ficam e que sofrem a dor da despedida. Rezo também pelo fim de toda injustiça que pessoas boas e inocentes como você foram vítimas. O que te matou não foi somente um vírus, foi o descaso com a saúde e educação. #VergonhaDeSerBrasileiro.


quinta-feira, 19 de abril de 2012

Sim, é tempo de aridez...

Há tempos...

Há tempo de rezar, de amar incondicionalmente...
Tempo de falar sobre Deus e tempo de ser infiel...
Tempo de calar e de ser acusado...
Tempo de pensar, de tomar decisões arriscadas...
Tempo de sair, de boemia, de aproveitar o bom de viver...
Tempo de cantar, de ser feliz e desejar toda essa felicidade...
Tempo de sentir gosto pelas coisas simples da vida, ou não...
Nestes últimos dias; sim, é tempo de aridez.
Aridez das palavras...
Aridez de sentimentos e razões...
Aridez de sonhos e desejos...
Aridez de humor, bom ou mau...
Aridez de contato, de pele...
Aridez na alma e no coração.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Quando eu digo Deus...


Quando eu digo Deus estou lhe desejando paz,
Pensando em coisas boas e acreditando nelas.
Professo minha fé, creio em Sua misericórdia e
Espero Nele que o amanhã seja mais lindo e leve que o hoje.

Quando eu digo Deus digo que confio em Sua justiça,
Digo que reconheço que nossos tempos são diferentes,
Que só lutando serei merecedor de vitórias,
E que só ao lado Dele alcançarei a graça de ser bom.

Quando eu digo Deus estou proclamando que Ele é meu farol, porto seguro.
Estou dizendo que me sinto amado, feliz,
E que assim preciso seguir, buscando meu caminho,
Mas nunca me esquecendo Dele, Senhor que dá a vida.

Quando eu digo Deus, digo amigo, Pai e às vezes Irmão.
Digo que Ele está sempre comigo, e não sentado numa nuvem qualquer,
E que mesmo às vezes eu me esquecendo de tudo isso,
Sei que estou sendo cuidado, e que Ele... Ele nunca me esquece.

Quando eu digo Deus estou dizendo que sou eternamente grato
Pela família que Ele me concedeu,
Pelos amigos que Ele fez com que eu conhecesse,
E pela vida, que mesmo difícil, é a maior prova do Seu amor por mim.